Carregador para carro elétrico: como escolher e o que a instalação exige
O que muda entre portátil e wallbox, por que 11 kW quase nunca compensa no Brasil, quanto custa abastecer em casa e o que uma instalação correta precisa ter.
Existem dois tipos de carregador de uso doméstico: o portátil, de baixa potência e ligado em tomada comum, indicado para emergência; e o wallbox, fixo, com circuito exclusivo e proteções dedicadas, indicado para uso diário. A potência útil é limitada pelo carregador de bordo do veículo — e a maioria dos carros vendidos no Brasil aceita no máximo 6,6 kW em corrente alternada.
Portátil ou wallbox
| Carregador portátil | Wallbox | |
|---|---|---|
| Potência típica | 2,2 a 3,5 kW | 7,4 kW monofásico ou 11 kW trifásico |
| Ligação | Tomada comum | Circuito exclusivo com proteção dedicada |
| Uso | Emergência e viagem | Diário, em regime contínuo |
| Carga completa | 10 a 15 h em bateria média | 3 a 7 h conforme o carro |
| Vem com o carro | Quase sempre | Em campanha, dependendo da marca |
| Instalação | Nenhuma | Obrigatória, por profissional habilitado |
Detalhamos cada um em carregador portátil e wallbox 7 kW.
Wallbox de 11 kW não carrega mais rápido na maioria dos carros
A potência que chega na bateria é a menor entre a do carregador e a do carregador de bordo do carro. Se o carro aceita 6,6 kW, um wallbox de 11 kW entrega 6,6 kW — e você pagou pela diferença à toa.
Levantamos as fichas técnicas oficiais dos modelos mais vendidos no Brasil:
| Modelo | Carregador de bordo (AC) | Bateria |
|---|---|---|
| Dolphin Mini | 6,6 kW | 30,08 / 38,88 kWh |
| Dolphin GS | 6,6 kW | 44,9 kWh |
| Dolphin Plus | 11 kW | 60,48 kWh |
| Yuan Plus | 7,0 kW | 60,48 kWh |
| Yuan Pro | 6,6 kW | 45,1 kWh |
| Seal | 6,6 kW | 82,56 kWh |
| Song Pro DM-i | 6,6 kW | 18,3 kWh |
| Song Plus DM-i | 6,6 kW | 18,3 kWh |
| King DM-i | 6,6 kW | 18,3 kWh |
| Haval H6 PHEV19 | 6,6 kW | 19 kWh |
| Haval H6 PHEV35 | 6,6 kW | ~34–35 kWh |
| Tank 300 PHEV | 6,6 kW | 37,1 kWh |
| Ora 03 | 11 kW | confirmar com a GWM |
| EX30 Single Motor | 11 kW | 51 kWh |
| EX30 Twin Performance | 11 kW | 69 kWh |
| XC60 T8 Recharge | ~6,4 kW | 18,8 kWh |
Quanto custa abastecer um carro elétrico em casa
Muita gente procura por abastecimento de carro elétrico em vez de recarga, e a pergunta por trás é sempre a mesma: quanto vai pesar na conta de luz.
A conta é direta. Multiplique a capacidade da bateria, em kWh, pelo valor do kWh na sua fatura. Uma bateria de 44,9 kWh a R$ 0,90 o kWh dá cerca de R$ 40 por carga completa — e essa carga, nesse carro, roda algumas centenas de quilômetros.
Dois detalhes mudam a conta a seu favor. O primeiro é a tarifa branca, que barateia o consumo na madrugada, exatamente quando o carro está parado carregando. O segundo é a programação de horário, que a maioria dos wallbox com aplicativo permite — dá para mandar o carro começar a carregar depois das 22h sem precisar lembrar.
O que encarece não é a energia, é o jeito errado de puxar: tomada comum, cabo subdimensionado e circuito compartilhado perdem energia em calor e, pior, criam risco.

Por que a tomada comum não resolve
Carregar um carro não é como ligar uma televisão. O equipamento puxa corrente alta de forma contínua, por várias horas seguidas, quase todos os dias.
Tomada residencial, extensão ou circuito dividido com chuveiro não foram dimensionados para isso. O risco não é o carro parar de carregar — é o aquecimento do que está por trás da parede. Existe uma norma brasileira tratando só disso: a ABNT NBR 17019.
O DR comum não protege carregador veicular
Carregadores de veículo podem gerar fuga de corrente contínua acima de 6 mA. Esse tipo de fuga cega o DR comum: ele para de enxergar o defeito e não desarma quando deveria. A instalação correta pede DR Tipo B, ou DR Tipo A com dispositivo de detecção de corrente contínua residual.
| Item | Exigência |
|---|---|
| Circuito exclusivo | Alimentação dedicada ao carregador, sem compartilhamento com outras cargas |
| Condutores | Seção calculada para a corrente de projeto, com queda de tensão dentro do limite de 4% para circuito terminal |
| Proteção diferencial | DR de alta sensibilidade 30 mA, Tipo B ou Tipo A com detecção de corrente contínua residual |
| Proteção contra surtos | DPS coordenado, protegendo a eletrônica do carregador contra transitórios da rede |
| Aterramento | Continuidade e baixa resistência do condutor de proteção até o conector do veículo |
| Disjuntor | Dedicado e dimensionado para a corrente do equipamento em regime contínuo |
| Distribuidora | Comunicação prévia da estação de recarga, conforme a norma da concessionária local |
| Encerramento | Ciclo de carga real com o veículo, concluído antes de finalizar o serviço |
Onde instalamos
Cada cidade tem a sua concessionária e o seu processo. Por isso a página é diferente em cada uma.
São Paulo
Vila Mariana, Moema, Pinheiros e demais regiões.
Guarulhos
Centro, Vila Galvão, Macedo e demais regiões.
Osasco
Centro, Vila Yara, Bela Vista e demais regiões.
Santo André
Centro, Jardim, Vila Assunção e demais regiões.
São Bernardo do Campo
Centro, Jardim do Mar, Rudge Ramos e demais regiões.
São Caetano do Sul
Centro, Santa Paula, Barcelona e demais regiões.
Sorocaba
Campolim, Parque Campolim, Jardim Portal da Colina e demais regiões.
Campinas
Cambuí, Barão Geraldo, Nova Campinas e demais regiões.
Perguntas comuns sobre carregadores
O que é um wallbox?
Wallbox é a estação de recarga fixa instalada na parede da garagem, ligada a um circuito elétrico próprio. Carrega o veículo em uma fração do tempo de uma tomada comum e foi projetada para uso diário em regime contínuo.
Qual carregador devo comprar?
Depende do que o seu carro aceita em corrente alternada. A maioria dos modelos vendidos no Brasil tem carregador de bordo de 6,6 kW, e para eles um wallbox de 7,4 kW já entrega o máximo possível. Só faz sentido ir para 11 kW se o carro aceitar E o imóvel tiver rede trifásica.
Qual a diferença entre carregador portátil e wallbox?
O portátil é de baixa potência, liga em tomada comum e serve para emergência ou viagem. O wallbox é fixo, tem circuito próprio e proteções dedicadas, e é o que resolve a recarga do dia a dia.
Quanto custa para abastecer um carro elétrico em casa?
O custo por recarga depende da tarifa da sua distribuidora e do tamanho da bateria. Multiplicando a capacidade em kWh pelo valor do kWh da sua conta você chega ao custo de uma carga completa. Na prática, abastecer em casa costuma sair bem abaixo do combustível equivalente.
Quanto custa a instalação?
A instalação fica entre R$ 1.500 a R$ 3.000, considerando mão de obra e material elétrico. O que define o valor dentro dessa faixa é o ambiente: distância do quadro até a vaga, tipo de infraestrutura, seção de cabo e as proteções que precisam ser acrescentadas. O carregador é cobrado à parte. A visita técnica fecha o número exato.
Meu padrão de entrada aguenta um wallbox?
Depende da carga já instalada no imóvel. Um wallbox de 7,4 kW puxa 32 A continuamente. Em imóveis monofásicos é comum ser necessário aumento de carga junto à distribuidora e, em alguns casos, troca do padrão de entrada. Verificamos isso na visita técnica, antes do orçamento.
Quanto tempo demora?
A execução costuma ser concluída em um dia de serviço. Casos que exigem aumento de carga ou troca de padrão dependem também do prazo da distribuidora.
O carregador que veio com o carro não serve?
Serve para emergência. É um carregador portátil de baixa potência ligado em tomada comum, que pode levar cerca de 13 horas para uma carga completa. Não foi feito para uso diário em regime contínuo.
Qual a diferença entre 7,4 kW e 11 kW?
O de 7,4 kW é monofásico e atende a maioria das residências. O de 11 kW é trifásico e só faz sentido em imóvel com rede trifásica E carro que aceite essa potência — o que, no Brasil, é minoria.