Carregador de carro elétrico em condomínio: projeto, medição e gestão de carga
Fazemos o levantamento elétrico do prédio, o projeto com gestão de carga e a instalação — com a documentação que a assembleia, o síndico e o Corpo de Bombeiros precisam.

Instalar carregadores em condomínio exige três coisas além do equipamento: verificar se a entrada de energia do prédio suporta a carga, definir como a energia de cada morador será medida, e atender à Portaria CBPMESP 003/970/2026 do Corpo de Bombeiros, que para garagens exige apenas Modos 3 e 4, circuito dedicado com DR e DPS por ponto, chave de emergência por pavimento e sinalização fotoluminescente.
Desde fevereiro de 2026, a regra em São Paulo é outra
O condômino tem direito de instalar na vaga privativa
A lei assegura ao condômino o direito de instalar, às suas expensas, estação de recarga em vaga privativa — e o condomínio não pode negar sem justificativa técnica documentada.
São condições cumulativas: compatibilidade com a carga elétrica da edificação, conformidade com as normas da distribuidora e da ABNT, execução por profissional habilitado com ART, e comunicação prévia à administração.
O primeiro morador que instala errado bloqueia todos os outros
A NBR 17019 obriga a dimensionar o projeto com fator de demanda 1 — considerando todos os pontos ligados ao mesmo tempo na potência máxima — a menos que exista sistema de gestão de carga.
Na conta: um prédio de 100 unidades com carregadores de 7 kW precisaria de cerca de 700 kVA só para recarga. Praticamente nenhum condomínio tem isso.
É daí que vem o problema que mais aparece: os primeiros moradores instalam por conta própria, consomem a folga elétrica do prédio, e o condomínio precisa negar autorização para os seguintes. Vira disputa entre vizinhos e, às vezes, processo.
Gestão de carga resolve. O sistema mede a energia disponível no quadro geral e distribui a potência entre os carregadores ao longo da noite. Com isso o mesmo prédio atende muito mais moradores com a mesma entrada de energia.

Do levantamento à assembleia
- 01
Levantamento elétrico
Medimos a folga real da entrada de energia do prédio e a curva de carga, para saber quantos pontos cabem hoje.
- 02
Projeto e memorial
Quadro específico para veículos elétricos, percurso da prumada, gestão de carga e o arranjo de medição escolhido.
- 03
Material para a assembleia
Proposta, memorial e esclarecimento técnico no formato que o síndico consegue apresentar aos condôminos.
- 04
Comunicação à distribuidora
Formalizamos o aumento de carga e a estação de recarga junto à concessionária da cidade.
- 05
Execução
Infraestrutura, pontos, proteções, sinalização e chave de emergência conforme a portaria do Corpo de Bombeiros.
- 06
Entrega com ART
Testes, treinamento do zelador e documentação completa para a administração.
Condomínios que atendemos
Cada cidade tem a sua concessionária e o seu processo. Por isso a página é diferente em cada uma.
São Paulo
Vila Mariana, Moema, Pinheiros e demais regiões.
Guarulhos
Centro, Vila Galvão, Macedo e demais regiões.
Osasco
Centro, Vila Yara, Bela Vista e demais regiões.
Santo André
Centro, Jardim, Vila Assunção e demais regiões.
São Bernardo do Campo
Centro, Jardim do Mar, Rudge Ramos e demais regiões.
São Caetano do Sul
Centro, Santa Paula, Barcelona e demais regiões.
Sorocaba
Campolim, Parque Campolim, Jardim Portal da Colina e demais regiões.
Campinas
Cambuí, Barão Geraldo, Nova Campinas e demais regiões.
O que síndico e morador mais perguntam
O condomínio pode proibir a instalação?
Na vaga privativa, a Lei Estadual SP 18.403/2026 assegura o direito do condômino e impede a negativa sem justificativa técnica documentada. Em área comum ou vaga rotativa, a instalação continua dependendo de deliberação em assembleia, com quórum de 2/3 quando envolve obra em parte comum.
Como fica a conta de luz?
O consumo da recarga não pode ser diluído na taxa condominial sem medição: um carregador consome o equivalente ao de uma unidade residencial inteira. Os arranjos usados são medidor individual por ponto, medição embarcada no wallbox com rateio, extensão a partir do medidor da unidade ou carregador compartilhado com cobrança por sessão.
O condomínio pode cobrar pela recarga?
Sim. A regulamentação da ANEEL permite a recarga de veículos que não sejam do titular da unidade consumidora, inclusive com exploração comercial a preços livremente negociados.
O que o Corpo de Bombeiros exige em garagem?
A Portaria CBPMESP 003/970/2026 define, para instalações internas às edificações: apenas Modos 3 e 4, circuito dedicado com DR e DPS por ponto, chave de emergência local e por pavimento integrada ao alarme, barreiras físicas e sinalização fotoluminescente.
Precisa de ART?
Sim. A Lei 18.403/2026 exige execução por profissional habilitado com ART, e a portaria do Corpo de Bombeiros atribui responsabilidade formal ao profissional e à empresa instaladora.
Quanto custa o projeto de um condomínio?
Depende do número de pontos, da folga elétrica do prédio, da distância da prumada até as vagas e do tipo de medição. Diferente da instalação residencial, que fica entre R$ 1.500 e R$ 3.000 por ponto, um projeto coletivo é orçado caso a caso após o levantamento no local.